Prof Dermeval
  PAPA BOLEIRO



Escrito por prof-dermeval às 13h58
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  O SIGNIFICADO DA ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP

Quem é Donald Trump? Trata-se de um empresário bilionário, com altos e baixos em seus empreendimentos imobiliários. Apresenta alguns defeitos de caráter: machista, mulherengo e racista. 

Trump representa o que é de mais atrasado na sociedade norte-americana. O apoio dos magnatas e demais classes abastadas é uma tentativa de retorno ao início da colonização britânica. Busca trazer de volta a idéia de pureza de raça. Quem quiser associar esta característica às idéias da sociedade alemã, nos anos 30, não estará equivocado; pois ali se encontrava a dominância clara da ideologia religiosa protestante, trazida  da Europa.

Ele surgiu para preencher um vazio deixado por Barac Obama, ou seja, coisas que este deixou de fazer; sem contar com o erro na indicação de seu sucessor (Hillary Klinton é fraquíssima !!!).

Deve-se considerar também que  o esforço de grande parte da sociedade norte-americana para colocar um negro na presidência não teve o retorno em realizações de peso; principalmente quanto ao racismo e a questão da entrada dos latinos.

No fundo, Barac Obama dirigiu um império e ao império pouco importa a cor ou o sexo da mandatário: essa potência vive da exploração do mundo.

Num futuro próximo, verificaremos que a eleição de Donald Trump ameaça a parte civilizada do mundo e incentiva atos selvagens de governos e grupos ideológicos armados.

Trump é uma ameaça concreta a vários povos. É provável que, em dois anos, ele crie tantas tensões internas e internacionais, que só restara à nação norte-americana recorrer ao impeachment de seu presidente. Corre o risco também de tornar-se alvo de atentados terroristas, dada à magnitude de conflitos provocados nas instâncias econômica, religiosa e racial.

 

Esperamos, além disso, que não ocorra nenhum conflito internacional (China. Rússia e Irã), que vislumbre a possibilidade de utilização de arma nuclear. Tal decisão nas mãos de um sujeito tão instável e complexado é uma ameaça mundial. 



Escrito por prof-dermeval às 15h35
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  O HORROR, O HORROR!

 

Desde o início dos tempos, os seres humanos migram. Os primeiros, partindo da África Oriental, foram obrigados a migrar, em direção ao Mediterrâneo, para a sobrevivência da espécie. Este importante movimento deu origem à formação das diferentes etnias que hoje povoam o planeta.

Porém os motivos que desencadearam novas migrações passaram a ser determinados por motivos bem diferentes: espaços para que certos grupos se fixassem, perseguições étnicas, religiosas etc. Mas, sem dúvida, a maioria foi por motivos bélicos, que dão origem aos refugiados.

Hoje, o mundo assiste a um dos maiores movimentos de seres humanos, pós Segunda Guerra Mundial. Este êxodo, que teve iniciou em 2011, com a Primavera Árabe, a guerra na Síria e a expansão do Estado Islâmico, já custou a vida de 230.000 pessoas e a saída de 11 milhões de civis (homens, mulheres e crianças) que, fugindo dos horrores da guerra, se lançam ao mar com precaríssimas condições de sobrevivência. Fazem isso correndo o risco de serem sequestrados, mortos.

Porém, quando nos aprofundamos neste tema, constatamos que os refugiados que mais sofrem nesta hecatombe são as mulheres, como sempre estupradas ou mortas e as crianças. Estas, sem que tenham a mínima compreensão do que estão vivendo, apresentam no rosto um desespero tremendamente desumano. Porém, todo este drama não tem a mínima importância ou significado para os senhores da guerra.

Os leitores poderão perguntar: Quem são eles? Ora, todos os que desencadeiam tais tragédias e o que lucram com a venda de armamentos, para ambos os lados da guerra!  Armas estas cada vez mais sofisticadas e devastadoras.

O grande drama de tudo isso é que, nos dias atuais, as grandes catástrofes humanas passaram a ser apenas imagens veiculadas pela mídia, para a maioria absoluta da humanidade, Estas imagens podem chocar, como a do menino sírio de 3 anos, encontrado morto em uma praia da Turquia, que revela muito bem a crueldade da guerra (Procurem a imagem na Internet). Mas, é só mudar de canal da TV e o sentimento desaparece, “magicamente”.

Mais do que nunca, a expressão utilizada por Joseph Conrad, em seu livro “Coração da Trevas”, expressa drasticamente o que vemos hoje: O horror, o horror!

 

 

 



Escrito por prof-dermeval às 15h50
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  O “NOVO” INCONSCIENTE DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA: O AVANÇO DO RETROCESSO

O século XXI tem se apresentado surpreendente no rompimento de barreiras, dentro do que chamamos de globalização. O que parecia um movimento apenas econômico para dar fôlego ao Capitalismo, rompendo fronteiras para adentrar nas diferentes nações e explorar seus mercados e matérias-primas; observamos também que as modernas tecnologias aproveitaram-se para chegar a novos e longínquos consumidores. A revolução eletrônica é o maior exemplo dessa epopeia moderna.

Mas olhemos para o resultado social da globalização. Continuamos com ¼ da população mundial vivendo com um ou dois dólares diários, outros bilhões de pobres com dificuldades para participar das “vantagens” proporcionadas pelas democracias atuais.

O pulsar da ganância dos países dominantes manteve a dinâmica das guerras (Afeganistão, Iraque etc.), a Primavera Árabe e outros movimentos que, somados, não nos convencem que o mundo evoluiu nas últimas décadas. A prova disso é que milhares de refugiados de guerra civil e da guerra econômica de seus países bateram à porta da velha Europa, cujo passado em África, Oriente Médio e América Latina faz corar os historiadores mais críticos.

A sociedade moderna apresenta-se assim: ora avança, ora retrocede na esfera dos direitos fundamentais, cuja balança é alterada quando crises provocadas pelos interesses de uma minoria absoluta de magnatas decide ganhar mais com o sangue e o infortúnio das populações vulneráveis.

Esse animal predador deu, em poucas décadas, uma direção consumista à humanidade que, pela primeira vez, criou condições concretas de destruição do planeta com a produção de bombas atômicas ou pelo estilo de vida proposto que, numa espiral crescente, pode levar o planeta ao colapso, à ruína do nosso meio ambiente.

 

A ocupação de espaços

Se a tônica política é a ocupação de espaços pelos poderosos, em todas as instâncias tem ocorrido o mesmo. Vejam como abocanharam cargos públicos e como avançam na disputa religiosa. Não pensem que no campo científico a situação é diferente. Não se esqueçam que o fim econômico permeia o todo social, que os interesses vorazes alteram a dinâmica das novas descobertas, como por exemplo o que ocorre com os medicamentos. Neste particular, os laboratórios internacionais alteram todo relacionamento médico/paciente, através da formação superficial dos primeiros, como estes veem seus pacientes e consagrando uma ideologia de superioridade, diante dos demais profissionais da área da saúde.

Se cada espaço de aplicação tecnológica é disputado milimetricamente, devemos ficar atentos em relação a todos os movimentos de nossa área de atuação.

O mais recente despautério é a incursão das chamadas neurociências contra a Teoria Psicanalítica do Dr. Sigmund Freud. Vamos apontar certos procedimentos escusos.

Há poucas décadas, os cursos de Biologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia tinham o respaldo do conhecimento produzido pela Neurologia. Hoje as referidas disciplinas foram, em grande parte, atreladas à neurologia, num escopo denominado Neurociências (ex: Neuroanatomia/Neuroquímica/Neuroendocrinologia/ Neuropatologia/Neurofarmacologia/Neurofisiologia/Neuro-psicologia/Biopsicologia/ Psicologia fisiológica/ Psicofisiologia/ Neurociência Cognitiva e Psicologia comparada). Esta articulação é realizada em nível de pós-graduação, uma vez que não existe graduação em Neurociências.

No caso específico da Neuropsicologia Cognitiva, enquanto trata dos fenômenos cognitivos, traz uma boa contribuição à Psicologia mas, quando tenta explicar o psíquico inconsciente (inconsciente/pré-consciente, sonhos) é um desastre.

Ao anunciar o “novo” inconsciente (tradução realizada pelo cérebro de estímulos emitidos pelos órgãos dos sentidos, configurando memórias), em oposição ao “velho” inconsciente do Dr. Sigmund Freud, provoca um enorme retrocesso; pois volta aos primórdios das explicações empíricas da pré-ciência psicológica. Porém, em termos de marketing, a Psicologia cognitiva leva vantagem em relação aos desbravadores do inconsciente, como o Dr. Sigmund Freud e Carl Gustave Jung.

A exposição sobre o novo inconsciente (que pretendem inclusive reorganizá-lo!) é uma impressionante cegueira conveniente. Como resolver esses impasses?

Temos que atentar o que orientam as ciências constituídas: lançar mão da epistemologia geral e, em cada campo, a epistemologia regional. É lá que se encontram os verdadeiros conhecimentos para separar as disciplinas das ciências. Se a Neuropsicologia Cognitiva esmera-se nos dados objetivos, advindos inclusive das observações dos animais, veremos que as teorias sobre o Inconsciente e a psique em geral nos dão conta das realidades invisíveis, que, na verdade é o objeto-real-abstrato de todas as ciências.

Saibam, os neuropsicólogos cognitivos, que terão que trilhar um caminho áspero e nebuloso, como fez o Dr. Sigmund Freud para, finalmente, comprovarem se terão ou não razão. Terão que explicar, melhor do que o médico de Viena, como funcionam o Inconsciente, o Pré-consciente e o Consciente. Como se dá a economia energética em cada uma destas instâncias, como é produzido o sonho (em seus aspectos manifesto e latente), como funcionam os sistemas primário e secundário da mente, os sintomas, ou seja, como são produzidos; enfim, é um trabalho que ninguém pode desprezar.

Caros leitores, temos certeza que nenhuma psicologia observadora e quantificadora será capaz de incumbência tão complexa, independentemente de quais sejam suas reais motivações. Porém, algumas críticas desta precisam ser separadas para serem aceitas. Estamos nos referindo ao método terapêutico psicanalítico original; este sim, está velho e ultrapassado e pertence aos tempos das abordagens iniciais.

A força e a atualidade da tese não estão no método, mas sim em sua teoria, forte e instigante, portanto útil e necessária na luta contra as neuroses tão exacerbadas em nossos tempos; através das terapêuticas de orientação psicodinâmica. Assim, a “criança” estará salva e a água suja e ineficaz jogada fora.

 

Prof. Dermeval Corrêa de Andrade – psicólogo, especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia Psicodinâmica, é presidente do Instituto Argumentos – Ciência e Cultura. Membro da União Brasileira de Escritores, é autor de oito livros, entre eles, “Freud; o último outono”, que faz parte dos Freud Museum, de Londres e Viena.

 

 



Escrito por prof-dermeval às 16h31
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  UM PESADELO NACIONAL

No Brasil, o apego aos cargos públicos que aumentam o prestígio, visibilidade e, muitas vezes, o patrimônio do cidadão astuto, torna-se motivo  de vida ou morte. Isto quer dizer que esses e essas personalidades são capazes de tudo para permanecerem nos cargos, eleitos ou não.

 

No caso dos políticos, uma solução simples e que poderia garantir ao povo o cumprimento das promessas de campanha seria a utilização do mesmo critério da eleição. Ora, o candidato(a) ao executivo não precisa de pelo menos 50% dos votos mais um para eleger-se? Dentro deste raciocínio, quem prometeu e não cumpriu, como é o caso atual de Dilma Roussef, perderia o cargo para o segundo colocado.  Se blefador, como é o caso de Aécio Neves do PSDB, logo cairia em desgraça e teria que entregar também o cargo. Presidente ou governador ao cair duas vezes abaixo de 50% das pesquisas, em um ano, não precisaria existir o impedimento, teria simplesmente que devolver o mandato e ser trocado.

 

Os leitores hão de concordar que os mentirosos, marketeiros e blefadores teriam que pensar duas vezes antes de enganar o povo. Teriam que governar para a maioria, como manda a democracia. Quanto melhor educado, o povo saberia exigir dos governantes, corretamente, saúde, educação, trabalho e cultura de qualidade. Marketeiros como João Santana e Duda Mendonça perderiam os empregos porque só sabem enganar as massas com imagens e dizeres falsos.

 

No caso do drama brasileiro atual, verificou-se um estelionato eleitoral e a beneficiada diz não sair do governo por ter tido 51% dos votos, mesmo tendo os atuais 82% de rejeição popular; ainda o que é pior, classifica como golpe a tentativa de tirá-la do cargo, mesmo tudo acontecendo à luz do dia e das leis!

 

Vejam leitores a ironia.  Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e a Profª Janaína Conceição Paschoal são classificados pelo partido dominante como golpistas, por pedirem o impedimento dela. Os até então aliados Eduardo Cunha e Michel Temer agora são chamados de traidores por apoiarem o impedimento? Se estes dois últimos são claramente corruptos (andaram até ontem abraçados ao governo e governando com ele); o outro profano, Renan Calheiros, que porém pode prestar ajuda ao governo moribundo, por conveniência palaciana, não é atacado por ninguém.

 

Outra insensatez que o povo não entende é porque a presidente foi aos Estados Unidos pedir ajuda contra o “golpe”. Não se esqueçam que os militares golpistas de 1964 também fizeram o mesmo contra os “golpistas” de esquerda, indo a Washington pedir ajuda aos norte-americanos para nos derrotar.

 

Se não bastasse essa confusão toda para impossibilitar a compreensão política do cidadão comum, ficam ainda aquelas imagens grotescas do plenário da Câmara dos Deputados, quando foi votado o impedimento da presidente.  Praticamente não temos nenhum motivo para pensar que não vivemos um pesadelo nacional, onde predominam, além da miséria da política, a política miserável. Mesmo assim... Sobreviveremos!



Escrito por prof-dermeval às 16h18
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  O BRASIL ENCURRALADO

Deve ser muito frustrante aos que querem nos convencer que há algo de competente ou salvacionista nas duas principais siglas partidárias do País. Quando nada conseguem junto à parcela mais crítica e consciente da população, que não abriu mão dos princípios verdadeiramente sociais; enfurecidos, deixam claro que se tornaram, em vários segmentos, donos do Estado. Isso se repete em nível federal, estadual e municipal, incluindo-se aí as Ongs atreladas aos diferentes governos. 

Quando afirmamos que nunca andamos, nem andaremos, de mãos dadas nem com PSDB (que de oposição não tem nada!) e nem com PT (devido a sua nova marca de incompetência e corrupção), todos nos classificam como inimigos. Agem como os falsos cristãos, todos aferrados a um marketing institucional que pretendem transformar seus discursos-ideológicos em discursos-verdade. Todos mentem!!! 

A questão é que, diante dessa profunda crise política, econômica e agora também moral, não temos para onde ir.  Esse projeto de democracia burguesa que se instalou no Brasil, pós ditadura militar, não fez jus ao que a nação precisava. 

Será que a nação sucumbirá diante de tanta corrupção e mentira? A esta altura, nosso futuro próximo está prejudicado, pois para aonde a sociedade se mover agora, estaremos girando em torno de uma pobreza de alma, de criatividade, de compaixão que, dificilmente, surgirão lideranças nas quais possamos confiar. Todos os setores da nossa sociedade estão a expor suas vísceras nada agradáveis. Os polos atrasados, por ora, venceram.  Mas não deixemos que nos confundam e nos façam pensar que nossas lutas honestas de nada adiantaram.



Escrito por prof-dermeval às 15h33
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  SOBREVIVENTES DE HIROSHIMA

Três sobreviventes da bomba atômica, Takashi Morita, Junko Watanabe e Konihiko Bonkohara, dividiram o palco do Centro Cultural Hiroshima, em São Paulo, neste sábado – (13/02/2016) para contarem o que sofreram, o que viram e sentiram naquela manhã de 6 de agosto de 1945.

 

Há tempos eu não assistia, pessoalmente, algo tão verdadeiro e, o que é mais importante, algo que provoca não só a consciência sobre aquela barbárie, causada pelos Estados Unidos, como também a necessidade de luta pela paz e contra esse tipo de uso da energia nuclear.

 

Para saber mais, acesse:

Associação Hibakusha pela Paz

 

 

 

      A IMENSA TRAGÉDIA...ENQUANTO AS CRANÇAS BRINCAVAM

Dermeval Corrêa de Andrade

 

Naquela manhã, em Hiroshima, não era hora para brincadeiras, mas as crianças morreram fazendo o que mais gostavam: brincar Outras, nas escolas, não tiveram, melhor sorte.

 

Os idosos acreditavam que já tinham visto de tudo na vida...Morreram sofrendo o pior. As mulheres que traziam filhos no ventre também esperavam o fim da guerra para cuidá-los em paz. Afinal, podiam sonhar, pois as sirenes não anunciaram um novo bombardeio. Porém, em segundos, uma terrível explosão e calor radioativo derreteu tudo, inclusive suas esperanças.

 

Era uma manhã tensa, mas suportável...Até que tudo virou pó. Ninguém teve tempo para rezar, chorar ou mesmo suspirar. A bomba atômica aniquilou a cidade, a maioria civil...Crianças, mulheres e idosos.

 

Nada tinham feito para seus algozes, nada. Absolutamente nada! Os leitores podem deduzir que essas pessoas foram vítimas de um cruel terrorismo, naquela manhã de 6 de agosto de 1945.

 

Como já afirmamos em outras ocasiões, esse tipo de assassinato em massa contra populações civis é o que chamamos de terrorismo de Estado. Visa  fundamentalmente causar estragos físicos, emocionais e ideológicos nos inimigos, através do horror. É de Estado, porque a ordem é institucional, dada por um presidente ou general.

 

É um ato chocante, bárbaro pelo dano que acarreta em suas vítimas, mas há um detalhe: o ato não é movido pelo ódio. Parece estranho, porém ninguém pode dizer que o presidente norte-americano Harry Truman estivesse com ódio dessa população, quando autorizou o massacre. Aliás, na verdade, ele e o piloto do “Enola Gay”, que lançou a bomba sobre Hiroshima, eram cristãos e se diziam preocupados em terminar a guerra. Quanto às vítimas, para eles, estas não tinham história ou faces, eram simplesmente números! Suas mortes serviram apenas como amedrontamento aos chefes militares japoneses e para anunciar ao mundo que os Estados Unidos eram a nova potência mundial a dominar o planeta.

 

Anos mais tarde, foi a vez de milhares de crianças vietnamitas morrerem sob armas militares. Mais recentemente, a maldade desaba sobre milhares de crianças iraquianas e sírias. Repito: todas vítimas do terrorismo de Estado.

 

Alguém pode perguntar se há punição para esses assassinatos e a resposta é não! O Estado assassino é imputável, não é punido e, o que é pior, porta-se como heróico, humanitário e defensor dos Direitos Humanos. É por isso que usam a força ideológica para alterar a compreensão dos fatos, a através do cinema, da TV, de livros e jornais. Em outras palavras: as forças dominantes utilizam-se do aparato cultural para encobrir a verdade e, ainda assim, ganham mais simpatizantes.

 

Para isso contam com a imensa ignorância daqueles que nada vêem, nada sentem e nada fazem, seguindo imersos numa alienação conveniente e finalidades cada vez mais cinzentas.  Desgraçadamente, é assim que vai se perdendo a nossa tênue Humanidade!

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por prof-dermeval às 15h00
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Escrito por prof-dermeval às 15h39
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Escrito por prof-dermeval às 15h37
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Escrito por prof-dermeval às 15h34
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  HOSPITAL DOS MÉDICOS SEM FRONTEIRAS É ALVO DE BOMBARDEIO PELOS ESTADOS UNIDOS

Um total de 56 pessoas foram vítimas do ataque aéreo ao hospital dos Médicos sem Fronteiras em Kundut, no Afeganistão (matando pelo menos 19 pessoas,  informou a ONG em comunicado. Entre os mortos estão 12 funcionários da organização, quatro pacientes adultos e três crianças. Outras 37 pessoas ficaram feridas - entre elas 19 funcionários.).

 

 O alto comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas declarou que o bombardeio a um hospital pode ser considerado um crime de guerra.

 

Os Estados Unidos tentarão, de todas as maneiras, afirmar que o local estava acobertando combatentes inimigos. Como sempre, mentem para diluir erro estratégico ou insanidade do comando militar.

 

É preciso que todos que defendem os Direitos Humanos se disponham a expressar indignação a tal ato de barbárie.

 



Escrito por prof-dermeval às 11h00
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  DIAGNÓSTICO ESCLARECEDOR



Escrito por prof-dermeval às 14h00
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Escrito por prof-dermeval às 15h29
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  SELEÇÃO BRASILEIRA: ADEUS ÀS ILUSÕES

 

Durante anos, tenho pontuado que o futebol também pode ser interpretado como uma metáfora da sociedade. Ele dá lampejos do que ocorre nela, através de uma ou outra fagulha. É claro que a sociedade, como um todo, influi decididamente  sobre o futebol e seus protagonistas.

Sem querer ofender ninguém, se atentarmos para os quesitos educação formal e cultural, os europeus e alguns países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, levam nítida vantagem sobre nós, principalmente ao desenvolverem uma melhor autoestima de seus cidadãos e, neste contexto, jogadores. Na verdade, em geral, o jogador brasileiro é carente desses bens, que poderiam servir para a vida como um todo. Sua evolução em times europeus ocorre devido à estrutura e seriedade como o futebol é administrado nesses países e como respeitam seu consumidor final: o público. Assim sendo, nosso jogador se adapta a uma situação melhor e passa a desenvolver melhor seu trabalho e é, a partir disso, que seu desempenho é avaliado e ele chega à seleção.

Quando convocados, chegam ao Brasil transformados em outros e o que chama  mais a atenção é que parecem jogadores do sub 23. Isso não é modernidade (vestuário, aparelhos eletrônicos) é imaturidade. Façam essa observação quanto às demais seleções e vejam as diferenças.

Em termos materiais, encontram o mesmo avanço tecnológico  da Europa porém, no aspecto humano é bem diferente. Percebam que já encontram técnicos centralizadores, durões para cuidarem e instruírem os “meninos’ rumo às vitórias.  Na verdade, a postura desses técnicos e jogadores excessivamente obedientes, ao fecharem (ou blindarem) o grupo, tornam-se vulneráveis. O mundo mudou, o futebol competitivo mudou. O time brasileiro fracassará sempre que estiver em busca de objetivos cobiçados pelos adversários poderosos e melhor preparados, principalmente em termos de mentalidade. Querem dois exemplos? Copa do Mundo de 2014 e Copa América de 2015.

No fundo, não estamos a dizer  que o Brasil perdeu por questões extra-campo, pois seria negligenciar o fato de que nosso futebol está empobrecido, carente de grandes talentos. Estamos a dizer que o Brasil não convenceu, dentro de sua capacidade real. Por isso, é necessário apontar que nosso time é vulnerável em termos emocionais, há muito tempo!

Recordem o fracasso na copa de 2014. Todos sabiam que encontraríamos três grandes problemas: o fantasmagórico 1950; a pressão de jogar uma copa em casa, com poucos talentos e o clima social do País, ameaçando até mesmo a realização do evento.

O que fizeram? Mentiram ao povo brasileiro, através do uso maciço do marketing institucional, que a seleção brasileira estava bem preparada e que o País estava uma maravilha!!!

Não lhes disse que a sociedade, a nação, influi no futebol? Como blindar a seleção, estando num caldeirão sob pressão?

Disseram que a seleção estava sob os cuidados de uma psicóloga experiente, que ajudaria o time no enfrentamento das dificuldades. Era falso, a psicóloga não era do time e sim conselheira do técnico. Fez duas ou três palestras aos jogadores e agradeceu os convites. Isso é como dar aspirina a quem está prestes a ter uma convulsão!

Chefes durões dizendo que os tigres (problemas) eram gatinhos: fracasso total. Desdenharam o fato de que algo ruim, mal cuidado pode ficar pior. Assim, com o ex-presidente da CBF (atualmente preso por corrupção), técnico centralizador e jogadores fora do habitat europeu,  acrescentaram à delegação que foi ao Chile um apresentador de TV e um engenheiro  eletrônico para motiva o time. Ridículo!!!

Respondam-me: um jogador, em qualquer lugar deste planeta, precisa de motivação para defender sua seleção nacional?  E de maturidade emocional para desempenhar seu papel profissional? Quanto a isso, deixaram ao acaso e se deram mal.

Bem leitores, o povo brasileiro, diante de tantos equívocos está em apuros, quanto a sua seleção e à situação do País. As incompetências de gestão entrecruzaram nossas metáforas e nossa realidade, apresentando um quadro de incertezas, no qual os talentos e a honestidade tem passado ao largo do que precisa ser bem feito”



Escrito por prof-dermeval às 15h35
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  OS NÁUFRAGOS OU O ICEBERG NEGRO

As grandes catástrofes humanas, por pior que sejam, causam diferentes repercussões no noticiário internacional. É, a partir daí, que a opinião pública faz um balanço dos acontecimentos, de possíveis culpados, das providências para diminuir o sofrimento alheio e, por fim, cobra medidas que podem ser  tomadas para evitarem novas situações de perigo.

As tragédias são classificadas com uma certa facilidade. Se causadas por terremotos ou enchentes (casos do Haiti, Nepal e Nova Orleans), por terrorismo (como o das Torres Gêmeas), por incompetência técnica (o Titanic)  etc.

Mas a que ocorreu no Mediterrâneo foge das classificações e requer outro raciocínio para entendê-la.

Em primeiro lugar, verifica-se uma tendência geral da mídia no sentido de apresentar as imagens de centenas de pessoas afundando e morrendo no mar azul  do Mediterrâneo: todos negros e pobres! Logo explicam que a viagem perigosa foi feita em condições precárias, é claro. Depois que vieram de país africano (Líbia), em busca de vida melhor no continente europeu.

Se embarcaram na Líbia e tentaram desembarcar em Malta e na Itália, por razões simplesmente geográficas, nos fazem pensar que os vivos deverão voltar ao país de origem. Às televisões só resta mostrar as imagens do ocorrido e, logo em seguida, entrar com as notícias de esporte... alívio geral! Assim todos aceitam a total desinformação que campeia nos meios de comunicação dominantes.

Nos últimos anos, cansamos de consumir notícias que parecem repetidas: africanos ao mar, ao tentarem entrar na Itália ou Espanha. Segundo a opinião pública, “devidamente” informada de superficialidades, esses países deveriam aumentar a barreira policial para impedirem, de vez, a entrada desses imigrantes indesejáveis. Outra providência seria mandá-los de volta à África. É sempre assim !!!

Convém esclarecer, logo, um detalhe: esses africanos são pessoas que habitam um continente composto por várias nações. Esses seres humanos, fugindo de guerras, fome, epidemias, intempéries, percorrem inúmeros países e localizações para chegarem à Líbia ou Marrocos, regiões mais próximas da Europa. Para alcançarem o primeiro ponto, Líbia, gastam dias, meses e até anos numa viagem que não lhes garante nada; vivem de esperança, até que suas parcas  economias e forças se esgotem.

Cabe informar também que, nesse percurso, inúmeros desses imigrantes são vítimas de sequestros, realizados por bandos organizados que os vendem como escravos ou mesmo para o tráfico de órgãos. Milhares de mulheres são estupradas e mortas.

Será que começam a entender agora o tamanho desta tragédia humana e que os náufragos representam apenas a ponta de um iceberg negro?

Se, por ora, estamos apontando o quanto os meios de comunicação nos devem em termos de informações completas e verdadeiras; nos próximos escritos vamos detalhar as responsabilidades recentes e antigas dos países europeus, que agora querem deixar uma verdadeira “bomba-relógio” nas mãos de italianos e espanhóis.

Nós sabemos o quanto França, Alemanha, Holanda, Suíça, Bélgica, Portugal, Inglaterra e tantos outros (tidos como exemplos de civilização) fizeram para saquear e destruir as riquezas e as populações de alguns países africanos, que tiveram a “infelicidade” de terem em seus solos riquezas naturais que enriqueceram nações que hoje dizem NÃO à entrada de seus visitantes indesejados, os quais, sem o querer, estão a lembrar os pesadelos do “Coração das Trevas”. 



Escrito por prof-dermeval às 14h48
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Brasileiro, crítico social,
escritor, conferencista e
consultor.

HISTÓRICO



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