Prof Dermeval
  CENSURA E RELAÇÕES PROMÍSCUAS

Um fato emblemático passou quase despercebido pelos leitores, ou seja, o caso envolvendo o ato de censura do pai-agente de um famoso jogador da seleção brasileira de futebol, contra um meio de comunicação, incrivelmente poderoso, isto é, a Rede Globo de Televisão.

 

 Entendam o ocorrido. A Rede Globo fizera, em 2014, na época da Copa do Mundo de Futebol,  em nosso País,  um contrato de exclusividade com Neymar Jr, estrela da seleção brasileira. Este jogador, em troca de não receber críticas desse canal de televisão, daria entrevistas exclusivas  à Globo, sempre que solicitado. Havia um item maquiavélico no contrato:  o pai-agente, além de monitorar a relação, poderia excluir partes das entrevistas gravadas, nas quais ele achasse que prejudicaria  a imagem de seu pupilo. Este acordo absurdo extingui-se logo após a pífia participação da seleção brasileira, naquele mundial. Em razão da Copa de 2018, houve uma tentativa de re-edição do contrato.

 

O problema entre as partes promíscuas aconteceu, através da exposição da opinião (aliás, correta e verdadeira) do comentarista Walter Casagrande. Dizia ele que o referido jogador é essencial para a seleção brasileira, porém é excessivamente mimado por todos e isso poderia ser prejudicial à construção do espírito construtivo da equipe. Uma simples opinião foi suficiente para que o pai-agente detonasse, na mídia social, a imagem do comentarista, que estava  amordaçado pelo referido acordo.

 

Bem, leitores, o futebol é uma metáfora da realidade, ou seja, em suas ocorrências cotidianas, vez ou outra, emergem lodos escondidos da sociedade.  Um acordo dessa natureza, totalmente imoral, é a ponta de um icberg que envolve gente poderosa em nosso País; fenômeno este que vai de artistas a  políticos que circulam ou já circularam nas mais altas cortes da nação. Na verdade, todo candidato ou candidata, com chance de chegar à presidência do Brasil, se enquadra antes a esse perfil “Global”.

 

 

Trocando em miúdos, o sistema político se beneficia com a intervenção imoral da mídia dominante e esta se serve das várias benesses que lhe rende  vantagens no mercado competitivo.. Tudo é feito com tanta naturalidade  que, provavelmente, até o Rei Roberto Carlos deve ter um contrato desse tipo, escondido sob a manta da exclusividade.

 

 

Alguém poderá perguntar por que os outros meios de comunicação nacionais não divulgam, devidamente, esses fatos? Ora, de uma forma ou de outra, cada um tolera algo, que ocorre na casa do vizinho, desde que fique um  pouco distante dos olhos do povo e não perturbe a credibilidade de ninguém!



Escrito por prof-dermeval às 15h39
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  TODO CUIDADO É POUCO

O ano de 2018, há pouco começou, porém já dá indícios de que o desemprego continuará forte, em razão de uma economia vacilante e um governo débil.  Alguns direitos, dos mais simples, serão pisoteados em nome de um equilíbrio de caixa da seguridade nacional que, no fundo, é uma maneira de os privilegiados continuarem por cima daqueles que recebem péssimas aposentadorias; estes cometeram o erro de serem dezenas de milhões  espalhados por este Brasil enorme e tremendamente desigual.

 

O que é pior é que, nem mesmo os mais otimistas vêem saída, a curto ou médio prazos. A razão disto é que a política encontra-se em oposição ao povo, ou se quiserem, entendam que quase todos os políticos se alinham com os interesses  daqueles que financiaram suas campanhas.

 

Se quiserem imaginar cenários, pensem em Marina Silva presidente. Qual seria seu ministério, quais governadores a apoiariam? Quais evangélicos votariam nela, divididos como estão? Pensar Lula presidente? Se o melhor ministério do mundo (sic) está atrás das grades! Com quem ele governaria o País?  Rico e velho, já gastou seus truques. Imaginem Alckmin presidente, qual seria seu ministério?   Seu próprio partido, o PSDB, o tornaria refém de seus adversários internos.

 

Como não há nenhum candidato com perfil de estadista, é provável que surgirá um auto-proclamado “salvador da Pátria”, na última hora. Não será nenhum Bolsonaro, pois seu vôo seria um vôo  de galinha, curto por excelência! Também não será João Dória, porque é um político de plástico.

 

 

Bem,  leitores, Carnaval, Copa do Mundo eleições... Eis o cenário propício para a ação de trambiqueiros e falsos Messias correndo atrás de nosso voto. Cuidem-se!



Escrito por prof-dermeval às 17h01
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  MENSAGEM DE ANO ANO



Escrito por prof-dermeval às 14h41
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  O DIA EM QUE OFENDERAM PAPAI NOEL

A família era de posses e sabia o real valor do dinheiro para conseguir quase tudo que desejasse. Por isso, quando o chefe da casa decidiu fazer uma surpresa para a esposa e filhos, pressupôs que, em pouco tempo, realizaria tal proeza, mesmo em se tratando da época de Natal, período em que a correria é generalizada, com lojas cheias, pessoas comprando brinquedos e presentes dos mais variados, vendedores correndo para lá e para cá... Ele escolheu o número de uma agência na lista telefônica e fez a ligação de seu escritório. Ninguém poderia saber, nem mesmo sua fiel secretária, pois esta mantinha laços de amizade com sua família e poderia ser tentada a revelar o segredo. 

Se Estéfano era tido como um bom patrão embora duvidemos da existência dessa espécie pagava péssimos salários em sua firma, porém gostava de apertar as mãos de seus empregados e presenteá-los com objetos baratos. Enfim, dentro de sua mesquinhez, afirmava que “saía mais em conta” agir assim. 

No plano cultural, também era atrasado. Certa vez, recusou-se a admitir uma excelente funcionária, porque era negra. O pior é que, ao chegar em casa, naquele dia, contou orgulhosamente tal feito à família. Esta, por sua vez, deu-lhe total apoio. 

Sua filha mais velha asseverou que as negras não eram inteligentes e, quando o são, os parentes são maus elementos e isso colocaria em risco o patrimônio de seu querido papai. Aliás, nessa ocasião, mesmo sem nunca ter trabalhado na vida e já com 23 anos completos, solicitou um carro novo ao pai. Foi atendida pelo pai em poucos dias. 

A mulher do Sr. Estéfano referiu que as negras geralmente tem passado duvidoso, o que poderia ser ruim para a boa imagem da empresa do marido. Nem o garoto, o caçula, se salvou desse episódio. Eis que se fez de gente grande e sentenciou: “Os negros descendem dos macacos, não devem ficar entre os brancos!” 

Diante das lembranças dessas “preocupações”, nosso personagem afastou esses pensamentos e vestiu os “cálidos sentimentos de Natal”. Foi então que envolvido por um profundo bem-estar... Prometeu a si mesmo que iria aprimorar algumas atitudes. Estava de “coração mole”. 

Ao colocar o telefone no gancho, teve a certeza de que fariam o que ele recomendara à agência: momentos antes da meia-noite, no dia 24 de dezembro, um Papai Noel entraria pela chaminé de sua casa! Além de alegrar os adultos com finos presentes, ajudaria a afastar a desconfiança de seu filho que ele, Sr. Estéfano, era o Papai Noel. O velho não sabia porque, mas queria manter a ilusão do garoto. 

Noite de Nata! Todos estavam felizes, a grande e imponente árvore enfeitada, sinos na porta central. Tudo era festa e alegria. Ao olhar para o relógio, com o filho no colo, o Sr. Estéfano cochichou-lhe que ele estava ali e seria impossível ser o Papai Noel. 

Nesse momento, ouviu-se um barulho no telhado da casa. O Sr. Estéfano pediu a todos que se acalmassem, porque àquela hora só poderia ser.... Papai Noel!!! 

Vários pares de olhos brilharam de contentamento. Sua esposa feliz, suas duas filhas e seu caçula esperaram o tempo infinito de alguns segundos...Eis que surge, pela lareira, com sua roupa vermelha e branca, suas botas enormes... Papai Noel em pessoa, trazendo um saco cheio de presentes. Todos o aplaudiram. O dono da casa adiantou-se, cumprimentou o visitante e pediu-lhe, inesperadamente, desculpas. 

“Desculpe-me por não ter lembrado de mandar um dos empregados limpar a chaminé. Sinto muito, o senhor sujou o seu rosto de preto”. O homem que acabara de chegar achou estranho e retrucou: “Mas eu não estou sujo, sou negro mesmo!!! Eu estou desempregado e a agência me pediu para fazer este trabalho. Eles garantiram que não haveria problemas, que Papai Noel é sempre querido, que gostariam dele assim mesmo!!!”. 

Silêncio total... 

Ao ver a indignação estampada naqueles rostos, Papai Noel desconcertou-se, deixou a sacola no chão e dirigiu-se, lentamente, cabisbaixo, à porta dos fundos. Porta por onde saem os serviçais... Ao se afastar daquela casa, ainda pode ouvir, na vizinhança, os risos, o espocar do champanhe, as palmas; enfim, os sons de muita alegria. 

 

Bem leitores, desejo a todos um Natal que suas atitudes construíram durante todo ano e... Feliz Ano Novo!



Escrito por prof-dermeval às 13h09
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  MEMORIAL DO HOLOCAUSTO

Já está aberto para visitação, o Memorial do Holocausto (fotos, vídeos, objetos de uso pessoa do povo judeu). É bom adiantar que as imagens são impactantes e tiram o visitante de qualquer “neutralidade” emocional. Elas dão a verdadeira dimensão do genocídio sofrido por mais de 6 milhões de judeus, perseguidos pelo Nazismo.   (1933/1945). Dentre os mortos estavam mais de 1,5 milhão de crianças. 

O que é apresentado ao público passa do horror para um chamado à ação, hoje, no sentido que essas memórias tem como principal finalidade alertar as pessoas para o cuidado com a vida, que se fortalece com atitudes construtivas e solidárias. Não há outro remédio contra a barbárie!!

 

Dermeval Corrêa de Andrade

 

 

 

Rua da Graça, 160 – Bom Retiro – São Paulo/SP



Escrito por prof-dermeval às 15h08
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  A PSICOLOGIA DA IDEOLOGIA FRENTE ÀS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Os leitores devem saber que nossa atuação se fundamenta, originalmente, na teoria do Dr. Sigmund Freud. No desenvolvimento de nosso trabalho, formulamos a Psicologia da Ideologia, que é a articulação do pensamento freudiano com a teoria do filósofo socialista francês Louis Althusser. 

Acreditamos que, com essa inter-relação, estamos imprimindo um avanço teórico importante nas obras desses mestres, ou seja, a explicitação da ideologia, enquanto fenômeno consciente ou inconsciente. Além disso, em nossos estudos detectamos como e quando as ideologias adentram na mente da criança.  As instituições que acabam dando, geralmente e em sua maioria, um rumo alienante a milhões e milhões de crianças, adolescentes, adultos e idosos, em todo mundo.

Diante disso, podemos reconhecer que as instituições políticas (partidos), as religiosas, assim como às ligadas à saúde, educação, família, judiciário, entretenimento e tantas outras, as quais nos vêem como ameaça, quando passamos a examinar, detidamente, o que fazem com sua clientela, tanto em nível particular ou com população em geral.

Cada instituição tenta convencer, integralmente, seus seguidores ou ouvintes, através do Discurso-Ideológico, querendo fazê-lo passar por Discurso-Verdade. Esta manobra tem por finalidade convencer ou vencer os relutantes, através da verdade-absoluta.  Bem... Aí começam a perder a razão!!!

Uma das atividades mais importantes da Psicologia da Ideologia é seu procedimento de examinar os discursos-ideológicos; tanto do próprio indivíduo, enquanto pessoa que tenta impor aos demais sua própria “verdade”; quanto aos discursos ideológicos das instituições, principalmente as ancestrais, que pretendem ser a própria verdade, levando em consideração que poucas toleram questionamentos.

Enfim estamos acostumados aos conflitos e às hostilidades que os pretensos donos da verdade nos impõem. Mas, sabemos que nossa contribuição é particularmente fundamental, em nosso controverso século XXI.



Escrito por prof-dermeval às 13h32
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  PAPA BOLEIRO



Escrito por prof-dermeval às 13h58
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  O SIGNIFICADO DA ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP

Quem é Donald Trump? Trata-se de um empresário bilionário, com altos e baixos em seus empreendimentos imobiliários. Apresenta alguns defeitos de caráter: machista, mulherengo e racista. 

Trump representa o que é de mais atrasado na sociedade norte-americana. O apoio dos magnatas e demais classes abastadas é uma tentativa de retorno ao início da colonização britânica. Busca trazer de volta a idéia de pureza de raça. Quem quiser associar esta característica às idéias da sociedade alemã, nos anos 30, não estará equivocado; pois ali se encontrava a dominância clara da ideologia religiosa protestante, trazida  da Europa.

Ele surgiu para preencher um vazio deixado por Barac Obama, ou seja, coisas que este deixou de fazer; sem contar com o erro na indicação de seu sucessor (Hillary Klinton é fraquíssima !!!).

Deve-se considerar também que  o esforço de grande parte da sociedade norte-americana para colocar um negro na presidência não teve o retorno em realizações de peso; principalmente quanto ao racismo e a questão da entrada dos latinos.

No fundo, Barac Obama dirigiu um império e ao império pouco importa a cor ou o sexo da mandatário: essa potência vive da exploração do mundo.

Num futuro próximo, verificaremos que a eleição de Donald Trump ameaça a parte civilizada do mundo e incentiva atos selvagens de governos e grupos ideológicos armados.

Trump é uma ameaça concreta a vários povos. É provável que, em dois anos, ele crie tantas tensões internas e internacionais, que só restara à nação norte-americana recorrer ao impeachment de seu presidente. Corre o risco também de tornar-se alvo de atentados terroristas, dada à magnitude de conflitos provocados nas instâncias econômica, religiosa e racial.

 

Esperamos, além disso, que não ocorra nenhum conflito internacional (China. Rússia e Irã), que vislumbre a possibilidade de utilização de arma nuclear. Tal decisão nas mãos de um sujeito tão instável e complexado é uma ameaça mundial. 



Escrito por prof-dermeval às 15h35
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  O HORROR, O HORROR!

 

Desde o início dos tempos, os seres humanos migram. Os primeiros, partindo da África Oriental, foram obrigados a migrar, em direção ao Mediterrâneo, para a sobrevivência da espécie. Este importante movimento deu origem à formação das diferentes etnias que hoje povoam o planeta.

Porém os motivos que desencadearam novas migrações passaram a ser determinados por motivos bem diferentes: espaços para que certos grupos se fixassem, perseguições étnicas, religiosas etc. Mas, sem dúvida, a maioria foi por motivos bélicos, que dão origem aos refugiados.

Hoje, o mundo assiste a um dos maiores movimentos de seres humanos, pós Segunda Guerra Mundial. Este êxodo, que teve iniciou em 2011, com a Primavera Árabe, a guerra na Síria e a expansão do Estado Islâmico, já custou a vida de 230.000 pessoas e a saída de 11 milhões de civis (homens, mulheres e crianças) que, fugindo dos horrores da guerra, se lançam ao mar com precaríssimas condições de sobrevivência. Fazem isso correndo o risco de serem sequestrados, mortos.

Porém, quando nos aprofundamos neste tema, constatamos que os refugiados que mais sofrem nesta hecatombe são as mulheres, como sempre estupradas ou mortas e as crianças. Estas, sem que tenham a mínima compreensão do que estão vivendo, apresentam no rosto um desespero tremendamente desumano. Porém, todo este drama não tem a mínima importância ou significado para os senhores da guerra.

Os leitores poderão perguntar: Quem são eles? Ora, todos os que desencadeiam tais tragédias e o que lucram com a venda de armamentos, para ambos os lados da guerra!  Armas estas cada vez mais sofisticadas e devastadoras.

O grande drama de tudo isso é que, nos dias atuais, as grandes catástrofes humanas passaram a ser apenas imagens veiculadas pela mídia, para a maioria absoluta da humanidade, Estas imagens podem chocar, como a do menino sírio de 3 anos, encontrado morto em uma praia da Turquia, que revela muito bem a crueldade da guerra (Procurem a imagem na Internet). Mas, é só mudar de canal da TV e o sentimento desaparece, “magicamente”.

Mais do que nunca, a expressão utilizada por Joseph Conrad, em seu livro “Coração da Trevas”, expressa drasticamente o que vemos hoje: O horror, o horror!

 

 

 



Escrito por prof-dermeval às 15h50
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  O “NOVO” INCONSCIENTE DA NEUROPSICOLOGIA COGNITIVA: O AVANÇO DO RETROCESSO

O século XXI tem se apresentado surpreendente no rompimento de barreiras, dentro do que chamamos de globalização. O que parecia um movimento apenas econômico para dar fôlego ao Capitalismo, rompendo fronteiras para adentrar nas diferentes nações e explorar seus mercados e matérias-primas; observamos também que as modernas tecnologias aproveitaram-se para chegar a novos e longínquos consumidores. A revolução eletrônica é o maior exemplo dessa epopeia moderna.

Mas olhemos para o resultado social da globalização. Continuamos com ¼ da população mundial vivendo com um ou dois dólares diários, outros bilhões de pobres com dificuldades para participar das “vantagens” proporcionadas pelas democracias atuais.

O pulsar da ganância dos países dominantes manteve a dinâmica das guerras (Afeganistão, Iraque etc.), a Primavera Árabe e outros movimentos que, somados, não nos convencem que o mundo evoluiu nas últimas décadas. A prova disso é que milhares de refugiados de guerra civil e da guerra econômica de seus países bateram à porta da velha Europa, cujo passado em África, Oriente Médio e América Latina faz corar os historiadores mais críticos.

A sociedade moderna apresenta-se assim: ora avança, ora retrocede na esfera dos direitos fundamentais, cuja balança é alterada quando crises provocadas pelos interesses de uma minoria absoluta de magnatas decide ganhar mais com o sangue e o infortúnio das populações vulneráveis.

Esse animal predador deu, em poucas décadas, uma direção consumista à humanidade que, pela primeira vez, criou condições concretas de destruição do planeta com a produção de bombas atômicas ou pelo estilo de vida proposto que, numa espiral crescente, pode levar o planeta ao colapso, à ruína do nosso meio ambiente.

 

A ocupação de espaços

Se a tônica política é a ocupação de espaços pelos poderosos, em todas as instâncias tem ocorrido o mesmo. Vejam como abocanharam cargos públicos e como avançam na disputa religiosa. Não pensem que no campo científico a situação é diferente. Não se esqueçam que o fim econômico permeia o todo social, que os interesses vorazes alteram a dinâmica das novas descobertas, como por exemplo o que ocorre com os medicamentos. Neste particular, os laboratórios internacionais alteram todo relacionamento médico/paciente, através da formação superficial dos primeiros, como estes veem seus pacientes e consagrando uma ideologia de superioridade, diante dos demais profissionais da área da saúde.

Se cada espaço de aplicação tecnológica é disputado milimetricamente, devemos ficar atentos em relação a todos os movimentos de nossa área de atuação.

O mais recente despautério é a incursão das chamadas neurociências contra a Teoria Psicanalítica do Dr. Sigmund Freud. Vamos apontar certos procedimentos escusos.

Há poucas décadas, os cursos de Biologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia tinham o respaldo do conhecimento produzido pela Neurologia. Hoje as referidas disciplinas foram, em grande parte, atreladas à neurologia, num escopo denominado Neurociências (ex: Neuroanatomia/Neuroquímica/Neuroendocrinologia/ Neuropatologia/Neurofarmacologia/Neurofisiologia/Neuro-psicologia/Biopsicologia/ Psicologia fisiológica/ Psicofisiologia/ Neurociência Cognitiva e Psicologia comparada). Esta articulação é realizada em nível de pós-graduação, uma vez que não existe graduação em Neurociências.

No caso específico da Neuropsicologia Cognitiva, enquanto trata dos fenômenos cognitivos, traz uma boa contribuição à Psicologia mas, quando tenta explicar o psíquico inconsciente (inconsciente/pré-consciente, sonhos) é um desastre.

Ao anunciar o “novo” inconsciente (tradução realizada pelo cérebro de estímulos emitidos pelos órgãos dos sentidos, configurando memórias), em oposição ao “velho” inconsciente do Dr. Sigmund Freud, provoca um enorme retrocesso; pois volta aos primórdios das explicações empíricas da pré-ciência psicológica. Porém, em termos de marketing, a Psicologia cognitiva leva vantagem em relação aos desbravadores do inconsciente, como o Dr. Sigmund Freud e Carl Gustave Jung.

A exposição sobre o novo inconsciente (que pretendem inclusive reorganizá-lo!) é uma impressionante cegueira conveniente. Como resolver esses impasses?

Temos que atentar o que orientam as ciências constituídas: lançar mão da epistemologia geral e, em cada campo, a epistemologia regional. É lá que se encontram os verdadeiros conhecimentos para separar as disciplinas das ciências. Se a Neuropsicologia Cognitiva esmera-se nos dados objetivos, advindos inclusive das observações dos animais, veremos que as teorias sobre o Inconsciente e a psique em geral nos dão conta das realidades invisíveis, que, na verdade é o objeto-real-abstrato de todas as ciências.

Saibam, os neuropsicólogos cognitivos, que terão que trilhar um caminho áspero e nebuloso, como fez o Dr. Sigmund Freud para, finalmente, comprovarem se terão ou não razão. Terão que explicar, melhor do que o médico de Viena, como funcionam o Inconsciente, o Pré-consciente e o Consciente. Como se dá a economia energética em cada uma destas instâncias, como é produzido o sonho (em seus aspectos manifesto e latente), como funcionam os sistemas primário e secundário da mente, os sintomas, ou seja, como são produzidos; enfim, é um trabalho que ninguém pode desprezar.

Caros leitores, temos certeza que nenhuma psicologia observadora e quantificadora será capaz de incumbência tão complexa, independentemente de quais sejam suas reais motivações. Porém, algumas críticas desta precisam ser separadas para serem aceitas. Estamos nos referindo ao método terapêutico psicanalítico original; este sim, está velho e ultrapassado e pertence aos tempos das abordagens iniciais.

A força e a atualidade da tese não estão no método, mas sim em sua teoria, forte e instigante, portanto útil e necessária na luta contra as neuroses tão exacerbadas em nossos tempos; através das terapêuticas de orientação psicodinâmica. Assim, a “criança” estará salva e a água suja e ineficaz jogada fora.

 

Prof. Dermeval Corrêa de Andrade – psicólogo, especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia Psicodinâmica, é presidente do Instituto Argumentos – Ciência e Cultura. Membro da União Brasileira de Escritores, é autor de oito livros, entre eles, “Freud; o último outono”, que faz parte dos Freud Museum, de Londres e Viena.

 

 



Escrito por prof-dermeval às 16h31
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  UM PESADELO NACIONAL

No Brasil, o apego aos cargos públicos que aumentam o prestígio, visibilidade e, muitas vezes, o patrimônio do cidadão astuto, torna-se motivo  de vida ou morte. Isto quer dizer que esses e essas personalidades são capazes de tudo para permanecerem nos cargos, eleitos ou não.

 

No caso dos políticos, uma solução simples e que poderia garantir ao povo o cumprimento das promessas de campanha seria a utilização do mesmo critério da eleição. Ora, o candidato(a) ao executivo não precisa de pelo menos 50% dos votos mais um para eleger-se? Dentro deste raciocínio, quem prometeu e não cumpriu, como é o caso atual de Dilma Roussef, perderia o cargo para o segundo colocado.  Se blefador, como é o caso de Aécio Neves do PSDB, logo cairia em desgraça e teria que entregar também o cargo. Presidente ou governador ao cair duas vezes abaixo de 50% das pesquisas, em um ano, não precisaria existir o impedimento, teria simplesmente que devolver o mandato e ser trocado.

 

Os leitores hão de concordar que os mentirosos, marketeiros e blefadores teriam que pensar duas vezes antes de enganar o povo. Teriam que governar para a maioria, como manda a democracia. Quanto melhor educado, o povo saberia exigir dos governantes, corretamente, saúde, educação, trabalho e cultura de qualidade. Marketeiros como João Santana e Duda Mendonça perderiam os empregos porque só sabem enganar as massas com imagens e dizeres falsos.

 

No caso do drama brasileiro atual, verificou-se um estelionato eleitoral e a beneficiada diz não sair do governo por ter tido 51% dos votos, mesmo tendo os atuais 82% de rejeição popular; ainda o que é pior, classifica como golpe a tentativa de tirá-la do cargo, mesmo tudo acontecendo à luz do dia e das leis!

 

Vejam leitores a ironia.  Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e a Profª Janaína Conceição Paschoal são classificados pelo partido dominante como golpistas, por pedirem o impedimento dela. Os até então aliados Eduardo Cunha e Michel Temer agora são chamados de traidores por apoiarem o impedimento? Se estes dois últimos são claramente corruptos (andaram até ontem abraçados ao governo e governando com ele); o outro profano, Renan Calheiros, que porém pode prestar ajuda ao governo moribundo, por conveniência palaciana, não é atacado por ninguém.

 

Outra insensatez que o povo não entende é porque a presidente foi aos Estados Unidos pedir ajuda contra o “golpe”. Não se esqueçam que os militares golpistas de 1964 também fizeram o mesmo contra os “golpistas” de esquerda, indo a Washington pedir ajuda aos norte-americanos para nos derrotar.

 

Se não bastasse essa confusão toda para impossibilitar a compreensão política do cidadão comum, ficam ainda aquelas imagens grotescas do plenário da Câmara dos Deputados, quando foi votado o impedimento da presidente.  Praticamente não temos nenhum motivo para pensar que não vivemos um pesadelo nacional, onde predominam, além da miséria da política, a política miserável. Mesmo assim... Sobreviveremos!



Escrito por prof-dermeval às 16h18
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  O BRASIL ENCURRALADO

Deve ser muito frustrante aos que querem nos convencer que há algo de competente ou salvacionista nas duas principais siglas partidárias do País. Quando nada conseguem junto à parcela mais crítica e consciente da população, que não abriu mão dos princípios verdadeiramente sociais; enfurecidos, deixam claro que se tornaram, em vários segmentos, donos do Estado. Isso se repete em nível federal, estadual e municipal, incluindo-se aí as Ongs atreladas aos diferentes governos. 

Quando afirmamos que nunca andamos, nem andaremos, de mãos dadas nem com PSDB (que de oposição não tem nada!) e nem com PT (devido a sua nova marca de incompetência e corrupção), todos nos classificam como inimigos. Agem como os falsos cristãos, todos aferrados a um marketing institucional que pretendem transformar seus discursos-ideológicos em discursos-verdade. Todos mentem!!! 

A questão é que, diante dessa profunda crise política, econômica e agora também moral, não temos para onde ir.  Esse projeto de democracia burguesa que se instalou no Brasil, pós ditadura militar, não fez jus ao que a nação precisava. 

Será que a nação sucumbirá diante de tanta corrupção e mentira? A esta altura, nosso futuro próximo está prejudicado, pois para aonde a sociedade se mover agora, estaremos girando em torno de uma pobreza de alma, de criatividade, de compaixão que, dificilmente, surgirão lideranças nas quais possamos confiar. Todos os setores da nossa sociedade estão a expor suas vísceras nada agradáveis. Os polos atrasados, por ora, venceram.  Mas não deixemos que nos confundam e nos façam pensar que nossas lutas honestas de nada adiantaram.



Escrito por prof-dermeval às 15h33
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  SOBREVIVENTES DE HIROSHIMA

Três sobreviventes da bomba atômica, Takashi Morita, Junko Watanabe e Konihiko Bonkohara, dividiram o palco do Centro Cultural Hiroshima, em São Paulo, neste sábado – (13/02/2016) para contarem o que sofreram, o que viram e sentiram naquela manhã de 6 de agosto de 1945.

 

Há tempos eu não assistia, pessoalmente, algo tão verdadeiro e, o que é mais importante, algo que provoca não só a consciência sobre aquela barbárie, causada pelos Estados Unidos, como também a necessidade de luta pela paz e contra esse tipo de uso da energia nuclear.

 

Para saber mais, acesse:

Associação Hibakusha pela Paz

 

 

 

      A IMENSA TRAGÉDIA...ENQUANTO AS CRANÇAS BRINCAVAM

Dermeval Corrêa de Andrade

 

Naquela manhã, em Hiroshima, não era hora para brincadeiras, mas as crianças morreram fazendo o que mais gostavam: brincar Outras, nas escolas, não tiveram, melhor sorte.

 

Os idosos acreditavam que já tinham visto de tudo na vida...Morreram sofrendo o pior. As mulheres que traziam filhos no ventre também esperavam o fim da guerra para cuidá-los em paz. Afinal, podiam sonhar, pois as sirenes não anunciaram um novo bombardeio. Porém, em segundos, uma terrível explosão e calor radioativo derreteu tudo, inclusive suas esperanças.

 

Era uma manhã tensa, mas suportável...Até que tudo virou pó. Ninguém teve tempo para rezar, chorar ou mesmo suspirar. A bomba atômica aniquilou a cidade, a maioria civil...Crianças, mulheres e idosos.

 

Nada tinham feito para seus algozes, nada. Absolutamente nada! Os leitores podem deduzir que essas pessoas foram vítimas de um cruel terrorismo, naquela manhã de 6 de agosto de 1945.

 

Como já afirmamos em outras ocasiões, esse tipo de assassinato em massa contra populações civis é o que chamamos de terrorismo de Estado. Visa  fundamentalmente causar estragos físicos, emocionais e ideológicos nos inimigos, através do horror. É de Estado, porque a ordem é institucional, dada por um presidente ou general.

 

É um ato chocante, bárbaro pelo dano que acarreta em suas vítimas, mas há um detalhe: o ato não é movido pelo ódio. Parece estranho, porém ninguém pode dizer que o presidente norte-americano Harry Truman estivesse com ódio dessa população, quando autorizou o massacre. Aliás, na verdade, ele e o piloto do “Enola Gay”, que lançou a bomba sobre Hiroshima, eram cristãos e se diziam preocupados em terminar a guerra. Quanto às vítimas, para eles, estas não tinham história ou faces, eram simplesmente números! Suas mortes serviram apenas como amedrontamento aos chefes militares japoneses e para anunciar ao mundo que os Estados Unidos eram a nova potência mundial a dominar o planeta.

 

Anos mais tarde, foi a vez de milhares de crianças vietnamitas morrerem sob armas militares. Mais recentemente, a maldade desaba sobre milhares de crianças iraquianas e sírias. Repito: todas vítimas do terrorismo de Estado.

 

Alguém pode perguntar se há punição para esses assassinatos e a resposta é não! O Estado assassino é imputável, não é punido e, o que é pior, porta-se como heróico, humanitário e defensor dos Direitos Humanos. É por isso que usam a força ideológica para alterar a compreensão dos fatos, a através do cinema, da TV, de livros e jornais. Em outras palavras: as forças dominantes utilizam-se do aparato cultural para encobrir a verdade e, ainda assim, ganham mais simpatizantes.

 

Para isso contam com a imensa ignorância daqueles que nada vêem, nada sentem e nada fazem, seguindo imersos numa alienação conveniente e finalidades cada vez mais cinzentas.  Desgraçadamente, é assim que vai se perdendo a nossa tênue Humanidade!

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por prof-dermeval às 15h00
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Escrito por prof-dermeval às 15h39
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Escrito por prof-dermeval às 15h37
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Brasileiro, crítico social,
escritor, conferencista e
consultor.

HISTÓRICO



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